Segunda-feira, Novembro 24, 2008

Racionalidade

Sendo Humanos, somos o único animal racional que existe à face do nosso Planeta. Temos a capacidade de pensar e decidir o que queremos e como queremos. Tudo é pensado e reflectido. Nada vem do acaso, mas sim de uma ponderação feita previamente. Esta é uma capacidade fantástica e que só nós tivemos a felicidade de a possuir. Todos os outros animais agem por impulsos, sem pensar, apenas agem porque é o que têm de fazer ou porque é o que “sentiram” que têm de fazer. Não existe ponderação, existe acção por si só.
Apesar de ser fantástico o sermos racionais, penso que nem sempre nos beneficia.
Ser racional tem preços. Muitas vezes não agimos de acordo com o que sentimos ou de acordo com o que queríamos, apenas porque pensamos nisso. Pensar tira-nos o impulso mais verdadeiro, faz nos conseguir evitar o que queríamos apenas porque pensamos nisso.
Por um dia gostava que todos pudéssemos agir sem pensar, agir apenas seguindo o que realmente sentimos, sem ponderações, apenas agir porque é o que se quer. Por um dia seriamos verdadeiros, para o bem e para o mal, mas seriamos o que realmente somos e agiríamos tendo em conta aquilo que realmente sentimos, sem falsidade nem mentira.
Ser racional dá nos evolução, progresso, mas será que nos dá felicidade?
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Quinta-feira, Abril 17, 2008

Luta!

Todos nós temos objectivos pelos quais lutamos diariamente. A luta nem sempre é fácil e muitas vezes torna-se desmoralizadora pelo facto de não nos dar o que pretendemos dela. Um objectivo poderá ter sempre duas formas de ser atingido, uma mais fácil e outra mais difícil. Quando se trata do nosso próprio bem somos muitas vezes egoístas. Escolher a maneira mais fácil de atingir um objectivo é algo que fazemos com facilidade. Muitas vezes prejudicamos outros apenas porque, fazendo-o, chegamos mais facilmente ao objectivo que pretendemos, e fazemo-lo sem pensar nas consequências para aqueles que prejudicamos. O nosso egocentrismo vai tão longe que conseguimos matar para atingir o que pretendemos. Atingir algo apenas por mérito próprio é algo que fazemos poucas vezes, pois essa é a forma mais difícil, é a forma que nos obriga a lutar sozinhos e com sacrifício, mas é a que no fim nos dá mais orgulho. Por isso digo, luta pelo que queres, mas não faças vitimas.

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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

Uma espécie de jornalismo!

O jornalismo que vejo na televisão portuguesa é de facto algo que me irrita e me deixa a pensar o que realmente é o jornalismo. Na minha opinião, e sem estar a falar com base nalguma definição, até porque não a conheço, o jornalista deve ser aquele que informa o telespectador de um acontecimento, seja ele bom ou mau, sem deixar transparecer a sua opinião e sem assumir um partido, de forma a não afectar a opinião de quem vê a notícia, mas sim apenas mostrando o que realmente acontece. Tendo em conta o que vejo regularmente na televisão portuguesa, esta definição está um pouco transfigurada. O que eu vejo são jornalistas a fazerem entrevistas sem deixarem o entrevistado explicar determinados pormenores, muitas vezes porque a explicação iria tirar o dramatismo da notícia e durante uma entrevista deixam transparecer a sua opinião pessoal, para atacar o entrevistado. Vejo telejornais a fazer de pequenos detalhes autênticas catástrofes, porque assim lhe convém, para o assunto ser mais polémico e haver mais que noticiar. Vejo telejornais a crer transparecer a ideia de que tudo o que dizem está certo e de que é como dizem que tudo ficaria bem. Actualmente o telejornal serve para atacar tudo e todos, todas as notícias dadas são para dizer que tudo está mal e para atacar alguém, nada é bem feito nada é bem pensado. Pois para mim a principal notícia que deveriam dar, e que segue a mesma filosofia, era: “Muito mal vai o jornalismo em Portugal”.

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Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

Ano Novo

Cito uma frase de Luís de Camões, “Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos”. O inicio de um ano é algo de fantástico. Todos nós desejamos felicidade uns aos outros, renovamos a esperança de uma nova vida cheia de felicidade e com tudo do melhor. A esperança dura uma semana até a vida voltar ao normal. Esquecemo-nos de que o ano é novo e voltamos a viver como viviamos no ano velho. Os problemas são os mesmos, as dificuldades, as exigências, mas também as coisas que nos dão alegria são as mesmas. Um ano novo não é mais que o continuar da vida apenas com uma mudança de data. Voltamos a repetir o que faziamos no ano anterior e no outro e sempre. Para mim a mudança de ano não é encarada como uma mudança de vida, apenas me sirvo dela para ganhar animo para tentar melhorar o que sou, quem sou e o que faço, sabendo que a vida continua a ser a mesma. Não é a mudança de ano que nos vai melhorar a vida, apenas nos pode dar força para a encarar de forma diferente, até chegarmos de novo ao dia 31 de Dezembro e lamentar-mos o que correu mal e pensar que no ano a seguir é que vai ser tudo bom.

E, apesar de vir com um pouco de atraso, como é da prache, um bom ano de 2008 a todos

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Quarta-feira, Setembro 26, 2007

Voltemos ao passado…

Olho para a televisão e ponho-me a pensar que todo o progresso feito até hoje na civilização foi algo mínimo. Olho e vejo pessoas à porta de um tribunal à espera de um suspeito, e sublinho suspeito, de um crime, seja ele qual for, com vontade de o torturar, quiçá de o matar. Faz me lembrar os julgamentos em praça pública da idade média. Ainda recentemente, um casal conseguiu numa só semana passar de adorado e de ajudado por todos, para criminoso sem que as provas estejam sequer apresentadas ou confirmadas (refiro me ao caso Maddie e não estou aqui a demonstrar a minha opinião, essa fica para mim, este caso serve apenas para generalizar), mais uma vez o povo veio à rua para castigar os suspeitos com assobios e ofensas verbais. No campo de condenar ou de inocentar devo dizer que a imprensa é uma arma poderosíssima. Pelo que vejo, os tribunais não são mais precisos. Ligamos a televisão, a rádio ou lê-mos o jornal e eles dizem-nos se os suspeitos são culpados ou inocentes e, depois, o povo decide qual é a pena a aplicar quando os vir a passar na rua, se fica pelos assobios, se passa às agressões, ou se é mesmo necessária aplicar a pena de morte.

A minha intenção não é defender criminosos, é sim defender aquilo a que chamamos civilização em que todos temos direitos e deveres e em que existem leis pelas quais nos regemos, e não pelos sentimentos. Será que está certa ou errada? Quem sou eu para responder, mas fomos nós que a construímos. Foi mal concebida? Devemos voltar ao passado? A minha definição de progresso inclui a palavra melhorar….  

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Sexta-feira, Junho 8, 2007

Discriminação

A discriminação é provavelmente aquilo que mais me revolta, mais ainda, quando sei que eu próprio, consciente ou inconscientemente também discrimino. Hoje em dia tudo serve para discriminar alguém. O sexo, a cor de pele, o aspecto físico, a roupa que usa, a classe social a que pertence, a música que ouve, os programas de televisão que vê…. Enfim, um número infinito de razões para algo que não tem o minímo sentido. Afinal o que destingue alguém que se veste de calças de ganga de 5€ com alguém que usa roupa cara e da moda? O que destingue um pedreiro de um doutor? Um leu mais livros e já não se lembra de metade do que leu, o pedreiro não sabe curar pessoas, aqui só para nós, o mais certo é o médico também não saber, mas mandém lá o médico fazer o trabalho de um pedreiro…. A questão aqui não é defender o pedreiro ou o médico ou o pobre ou o rico, mas sim criticar algo que não tem o minimo sentido e que não deveria de existir sequer. O que conta, ou deveria contar, para a avaliação de alguém é aquilo que essa pessoa tem dentro dela e aquilo que conquista ao longo da vida e pelo que trabalha para alcançar os seus objectivos e, mesmo os que dentro deles não são algo de bom ou que não lutam por objectivos, não devem ser discriminados mas sim ajudados a mudar. Viver em sociedade é vivermos todos juntos e a lutar por um objectivo comum e não viver em pequenos grupos que o único objectivo que têm é “lutar” uns com os outros para averiguar qual é o melhor. Só quando conseguirmos respeitar e aceitar aquilo que cada um é e tem estaremos perto da sociedade perfeita e de um Mundo ideal.

“Porque é que sou discriminado se somos todos iguais” by Boss Ac in Que Deus.

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Segunda-feira, Maio 7, 2007

Altos e Baixos

A vida é algo que muitas vezes julgamos ser injusto. Lutamos para subirmos, para alcançar objectivos, para alcançar a felicidade. A luta geralmente é ardua, dificil e desgastante e, tendo chegado ao ponto pelo qual tanto lutamos, basta um simples acontecimento e tudo se desmorona tal e qual uma pirâmide de cartas que, após um enorme esforço para ser construida, cai apenas com um simples sopro. A infelicidade ocupa o lugar da felicidade e o choro o lugar do sorriso. O pensamento dominante passa a ser a derrota, até que surja algo que nos volte a dar forças para voltar a subir rumo à felicidade. A vida é como uma montanha russa, subimos devagar e descemos depressa, mas no fim da descida, encontramos uma subida ainda maior e que nos leva a um ponto mais elevado que o anterior. Acredito que quando estamos bem e passamos para um momento menos bom a seguir vamos estar melhor do que o que estavamos, e que o momento menos bom pelo qual passamos é apenas uma fase de transição necessária para que o momento bom seguinte seja melhor que o anterior. Apesar de nem sempre acreditarmos nisso, a vida mais tarde ou mais cedo acaba por nos dar aquilo que merecemos e pelo qual lutamos ao longo desta. Tendo este facto como base, acredito que, se for isso que merecemos e pelo qual lutamos, a ultima fase da vida pela qual passamos é a da maior felicidade. Acredito que esta felicidade será tão grande e tão forte que nem nos iremos recordar que, por momentos, fomos infelizes.

“Tu sabes, a vida é um combate luta não digas que é tarde ainda tens a segunda parte” by Valete in Não te adaptes.

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Quinta-feira, Março 29, 2007

Mundo errado…

Cito uma frase da música Que Deus de Boss AC “Como pode o Homem amar com armas na mão?”. A frase só por si diz praticamente tudo. Vivemos num Mundo em que são investidos milhões de euros em armamento e em que milhares de crianças morrem de fome, SIDA, tuberculose e por outras doenças que contêm e que não lhe são tratadas. Para mim isto é revoltante e ao mesmo tempo frustrante. Chegamos ao século XXI gabando-nos da tecnologia que críamos, das descobertas que fizemos, que temos satélites em órbita, que já fomos à Lua e, tendo feito tudo isto, não conseguimos fazer aquilo para o qual não é preciso nenhum génio, nenhum estudo, não conseguimos dar comida a quem tem fome. A ganância leva lideres políticos a criar guerras pelo poder, pelo dinheiro. Se metade do dinheiro investido em pesquisas para novo armamento e para a produção deste fosse investido na pesquisa de curas, muitas das doenças consideradas hoje incuráveis, e com as quais morrem milhares de pessoas, já teriam cura. Provavelmente com metade do dinheiro que foi gasto até hoje no Iraque matar-se-ia a fome a milhões de pessoas durante muito tempo. Mas afinal para quê todo este massacre toda esta guerra? Valerá a pena? Já não basta as causas naturais e ainda têm de morrer pessoas a lutar umas contra as outras muitas vezes sem saberem o porquê? Porque é que em vez de investirmos em formas de melhorar a vida da Humanidade apenas investimos em formas de a destruir? Cada vez me convenço mais que vivemos num Mundo egoísta em que cada um só ambiciona o seu próprio beneficio e não o de toda a Humanidade da qual faz parte. Acha-mo-nos geniais, inteligentes, talentosos por tudo o que descobrimos e críamos até hoje, mas, para mim, enquanto continuarmos a criar guerras pelo poder somos piores que os “Homens das Cavernas” porque pelo menos esses lutavam pela sobrevivência.

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Quinta-feira, Março 22, 2007

Caras Mentirosas…

A expressão “Quem vê caras não vê corações” é uma expressão muito utilizada e que provavelmente já todos nós tivemos a possibilidade de comprovar a sua veracidade. Mas, na minha opinião, uma mudança nesta expressão, apesar de alterar o seu significado, nada muda em termos da sua veracidade, para mim “Quem vê caras não vê estados de espírito”. Provavelmente a maioria das pessoas são mentirosas e digo isto porque para mim, a maioria das caras são “Caras mentirosas”. A justificação para esta designação é simples, a maioria das pessoas não exprime no seu rosto o seu verdadeiro estado de espírito, mas sim um estado de espírito falso e mentiroso. Quantas vezes estamos mergulhados numa profunda tristeza e colocamos no rosto um sorriso, tentado dar ideia de que estamos felizes e nada nos afecta. A opinião da maioria será de que, ao fazermos isto, mostramos que somos fortes, que não nos deixamos abalar por nada, que conseguimos resistir sem a ajuda dos outros. Mas será assim? Porque não explorar o outro lado da questão? Para mim este fingimento, esta mentira revela fraqueza. Só o facto de a considerar uma mentira já revela fraqueza, pois a mentira é a fuga à verdade que não temos força ou coragem para revelar. Na maioria das vezes temos medo de revelar aquilo que realmente sentimos e a tristeza é o sentimento que mais dificuldade temos em revelar. Queremos mostrar que somos felizes, que nada nos derruba porque não queremos ser inferiores aos outros. Se perguntarmos a alguém que tem cara de que não está bem, e na maioria das vezes só o percebemos se conhecermos bem esse alguém, devido ao fingimento, o que se passa, a resposta é automática: “Não se passa nada”. A resposta é dada porque existe o medo de revelar uma fraqueza, porque nunca podemos ser fracos, temos de mostrar que somos fortes, nada nos abala. A expressão “Um homem não chora” é que mais demonstra este sentimento. Quando alguém diz isto, quer dar a ideia de que se um homem chora é porque é fraco, mas na verdade se um homem chora é porque tem sentimentos e, para mim, é forte porque tem a coragem de os exprimir. E, apesar de também eu ser fraco, mentiroso, digo: Fracos são os que não exprimem o que sentem.

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Segunda-feira, Março 19, 2007

Problemas….. Prioridades…..

Cito uma frase da música Tempo de Sam the Kid: “Lá em baixo há quem não tenha o que vestir nem o que comer, E eu fodido da vida porque a minha equipa acaba de perder”. Ao ouvir esta frase penso em como realmente fazemos de coisas fúteis e sem nenhuma importância, um problema enorme capaz de nos deixar abalados e chateados, como se de uma catástrofe se tratasse. O exemplo aqui descrito é o futebol em comparação com um sem-abrigo, mas a mensagem por detrás deste exemplo vai muito mais além. Por detrás deste exemplo temos problemas, ou algo que nós julgamos serem grandes problemas, que críamos e que no fundo não são nada quando comparados com os reais problemas vividos por alguns. Passamos a vida a queixar-mo-nos de que a vida nos corre mal, de que não temos o que queremos o que ambicionamos, mas esquece-mo-nos de olhar para o que temos e que é por vezes algo de maravilhoso e de enorme, e enquanto nós, que no fundo temos tudo, mesmo pensando que não temos nada, nos queixamos, à quem apenas peça um prato de sopa, uma manta e, mais importante que tudo, um sinal de carinho, sim apenas um sinal de carinho. E isto leva-nos a reflectir noutra questão: materialismo vs felicidade. Afinal de que nos vale termos tudo o que queremos materialmente se não tivermos amor, amizade, pessoas que gostem de nós? Porque damos mais valor ao telemóvel que temos, ao carro, à casa do que a quem gosta de nós? Afinal o que nos faz viver? Os materialismos ou os sentimentos? O mundo de hoje vive com as prioridades trocadas. Reina a busca pela riqueza, pelo poder, quando afinal um simples abraço de um amigo, um beijo de alguém que nos ama e que nós amamos são a maior riqueza de todas. Afinal é a necessidade que temos de amor que nos distingue de todo o resto. Para que queremos nós ter o Mundo se não tivermos quem nos ame?

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